quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Uma década em canções (11)



The Avalanches - "Since I Left You" (2000)

Antes tarde do que nunca

Enquanto por cá nos vamos entretendo com Faces Ocultas e afins, a vários milhares de quilómetros deste cantinho aproxima-se do final um julgamento bem mais importante, por tudo o que representa. Duch, chefe das prisões cambojanas durante o regime do Khmer Vermelho e suposto responsável pela morte de milhares de pessoas, está perto de saber que destino a Justiça lhe vai traçar. Mais de trinta anos depois, reabrem-se feridas de um dos períodos mais trágicos e aterradores da História recente. Pol Pot, o mentor de um sistema político baseado no puro terror, morreu, tranquilamente, sem alguma vez ter sido julgado. Duch, o carrasco, não teve a mesma sorte.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Camilo, o Púdico


Cristina Areia deixou de trabalhar com Camilo de Oliveira, em Camilo, o Presidente, (SIC) e a razão é simples. Segundo Carlos Areia disse ao jornal 24horas o humorista terá desrespeitado Cristina Areia. Camilo não se fica atrás e responde: “O pai que é um excelente actor, deveria estar ofendido pela vergonha que a filha fez na playboy. Ela é uma boa actriz e não tinha necessidade de se pôr nua na revista. Foi um disparate o que ela fez, e por isso não pode mais entrar no meu trabalho. Porque o que faço entra na casa das famílias portuguesas” (in DN)

O mesmo que manda piadas brejeiras e olhares arregalados a jovens moçoilas nas suas sitcoms imbecis. Que, infelizmente, há já demasiado tempo entram na casa das famílias portuguesas.

Uma década em canções (10)



Lambchop - "Up With People" (2000)

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

O capitalismo às vezes não é selvagem

Soares dos Santos quer aumento de salários baixos

Soares dos Santos, líder do grupo retalhista Jerónimo Martins, contesta o aumento salarial de 1% a 1,5% defendido ontem por Vítor Constâncio. "Quem ganha apenas o salário mínimo tem de ver o seu rendimento corrigido em alta". Os aumentos salariais "dos quadros das empresas, esses, podem esperar", afirmou o empresário.


Para além de apreciar o bom senso destas declarações, não posso deixar de assinalar a ironia que ganham por serem proferidas contra alguém desde há muito ligado ao Partido Socialista.

Anúncios Geniais#8

Eu acho que agora alguém vai mudar de opinião em relação à proximidade do Natal...

E só para provar que é quase Natal ainda ganham mais estas:


Agora trabalhem que ainda falta muito para o Natal.

domingo, 22 de Novembro de 2009

Os novos rostos da Europa

Prometem muitos sustos por esse mundo fora. A Velha Europa vai voltar a ser temida.

sábado, 21 de Novembro de 2009

Uma década em canções (9)



Belle and Sebastian - "I Fought in a War" (2000)

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

São os VIPs que temos

A Maya diz que está a envelhecer muito bem. Pelo menos de corpo, porque de cabeça já perdeu completamente a noção. Como não pôde mostrar as boobies na FHM e como se calhar a Playboy não se chegou à frente, vai mesmo numa revista semanal.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Não li, mas concordo

Times diz que 'O Código da Vinci' é pior livro da década

Uma década em canções (8)



PJ Harvey & Thom Yorke - "This Mess We're In" (2000)

Anúncios Geniais#7


Isto, para mim, ou me falham os cálculos dos valores de verdade da Filosofia do 10º ano ou é o mesmo que: "só vê quem quer". Só que não é a TVI.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

South Africa 2010

E pronto, já lá estamos, vai ser uma festa bonita e no fim ganha o Brasil.

Uma década em canções (7)

(clicar na imagem - o Youtube não me deixa incorporar o vídeo aqui)

Elliott Smith - "Son of Sam" (2000)

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Koba, O Terrível


Talvez influenciado pelas discussões sobre o comunismo protagonizadas por alguns dos estimados leitores deste blogue, iniciei a leitura de Koba, O Terrível, do escritor inglês Martin Amis. O mote para este livro, como o próprio dá a entender, é o desconstruir da condescendência de uma certa elite intelectual ocidental para com o comunismo soviético ao longo de vários anos. E que, acrescento eu, vinte anos após a queda do muro de Berlim não se terá extinguido, estendo-se, aliás, a Cuba e à sua ainda tão romantizada Revolucion.

Do pouco que ainda pude ler, posso desde já dizer que ele faz essa desconstrução de uma forma irrepreensível. Pegando na memória do seu pai, também ele escritor e um ex-militante comunista fervoroso, e após ter lido "muitos metros de livros sobre a experiência soviética", Martin Amis alterna histórias pessoais, da vivência do seu pai e da sua própria, das suas amizades e das discussões políticas que assistiu em sua casa ainda muito jovem, com a análise de factos quase exaustivos sobre o comunismo real soviético que recolheu em várias fontes. Assassinatos, tortura, deportações, fome. Factos chocantes que nos ajudam a perceber a dimensão do horror que tantas pessoas sofreram na pele em nome de um ideal que lhes era imposto. Apesar de o livro se centrar na figura do sanguinário Estaline (Koba era uma das suas alcunhas), também Lenine e Trotski, personagens históricas ainda hoje admiradas por muitos, não escapam à mordacidade de Amis, que denuncia, entre outras, as suas tendências ditatoriais e repressivas e a sua obsessão com uma revolução que só poderia dar certo nas suas cabeças.

Apesar de já ter edição portuguesa há alguns anos, nunca será tarde demais para ler este livro. Nunca é tarde para se despertarem consciências.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Uma década em canções (6)



Air - "Playground Love" (2000)

domingo, 15 de Novembro de 2009

Corrupção, essa coisita sem importância


Face Oculta: Soares diz que se trata de um "problema comezinho"

O Natal precoce

Ainda falta mais de um mês e já começo a fartar-me do Natal. Desde Outubro que nos bombardeiam com publicidade a promoções várias, as montras das lojas estão enfeitadas há muito, as catedrais do consumo, vulgo centros comerciais, já têm o seu pinheiro artificial gigante e até as televisões iniciaram a sua programação natalícia. Tenho saudades dos tempos em que o Natal era em Dezembro.

A mim não me cheira bem


Apesar do espevitar nos últimos jogos da qualificação, esta selecção não me consegue convencer. Ontem teve tudo para resolver desde logo a questão África do Sul, mas no fim teve que dar graças à barra e ao poste da baliza de Eduardo, e logo num mesmo lance. Talvez sejamos mais exigentes por nos termos habituado a disputar fases finais, mas é inegável que esta selecção está muitos furos abaixo das que nos entusiasmaram ao longo de uma década. E Queiroz, por muitos defeitos que tenha, não pode ser o culpado. É que os ovos para fazer as omoletes já não são os mesmos e já nem as camadas jovens fornecem futuros craques como outrora. Não é por acaso que temos três brasileiros naturalizados. Nada contra, mas não deixa de ser sintomático...

Se a selecção se qualificar será um feito, como foram as idas ao Euro 84 ou ao Mundial 86, por exemplo. Não por mérito indiscutível ou até inevitabilidade, como aconteceu nas últimas fases finais. Não sei se os rapazes vão fazer a viagem até ao país mais meridional de África, mas "cheira-me" que se a fizerem, muito boa gente vai pensar que mais valia terem ficado por cá. Mas é como dizia o outro, prognósticos só no fim do jogo.

sábado, 14 de Novembro de 2009

Lógico!

A saga dos anúncios do Pingo Doce continua e ameaça piorar com a aproximação do Natal. Além das influências claramente brasileiras da campanha, no anúncio do senhor que acha maravilhoso ter o mesmo nome ao longo de um ano inteiro (seis meses antes, agora e daqui a seis meses) optaram por acrescentar um toque à la Figo-depois-de-ter-estado-em-Espanha, com o lógico e o logicamente a entrar em todas as suas declarações. E, segundo o Bruno Nogueira, com um '' mal metido.

Uma década em canções (5)



Grandaddy - "The Crystal Lake" (2000)

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Eu não acredito em bruxas, mas...

O empresário socialista Sobral de Sousa, acusado com o social-democrata António Preto no "caso da mala", foi sócio de José Sócrates, Armando Vara e Rui Vieira (dirigente nacional do PS e marido de Edite Estrela) no início dos anos 90.

A história aqui.