quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Eu não acredito em bruxas, mas...

O empresário socialista Sobral de Sousa, acusado com o social-democrata António Preto no "caso da mala", foi sócio de José Sócrates, Armando Vara e Rui Vieira (dirigente nacional do PS e marido de Edite Estrela) no início dos anos 90.

A história aqui.

Uma década em canções (4)



Goldfrapp - "Lovely Head" (2000)

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

40 anos da Rua Sésamo

Hoje assinalam-se os 40 anos da Rua Sésamo. E, para mim, a Rua Sésamo vai sempre estar nas minhas melhores recordações de infância, daquele tempo em que tinha tempo para fazer os trabalhos de casa, brincar cá fora e ainda podia ver boa televisão antes do banho e do jantar. Na verdade, não me lembro de muitos outros desenhos, mas lembro-me de brincar, dos nossos baloiços, de andar de bicicleta e passar por cima da cauda do nosso cão pachorrento. Enfim, foi bom crescer no campo. Agora, a Rua Sésamo pode-nos ter enganado um pouco sobre o mundo real:


domingo, 8 de Novembro de 2009

Há muros que nunca cairão


Não sei se a azia que percorre todo este texto é para lamentar ou simplesmente para rir. O PCP não é só o partido que quer liderar a defesa dos direitos dos trabalhadores e que gere mais ou menos bem umas autarquias a sul do Tejo. O PCP é também um partido refém de dogmas, de um conservadorismo assustador, que não sabe lidar com os erros e as tragédias do passado e que agora, mais do nunca, proclama que a Revolução de Outubro de há 92 anos é a solução que todo estes anos mostraram que nunca será. Nada tenho contra a coerência, mas já o mesmo não posso dizer da coerência cega, formatada, obtusa, que vinda de militantes mais novos ainda mais me choca. Depois de um jovem Bernardino Soares ter dito, há uns anos, que tinha dúvidas se a Coreia do Norte não seria uma democracia, recentemente, a mais jovem Rita Rato, novel deputada da nossa nação e licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, afirmou numa entrevista nada saber sobre os Gulags, porque, pasme-se, nunca estudou nem leu nada sobre isso. Se questionada sobre atrocidades cometidas por países capitalistas, certamente teria resposta na ponta da língua. Agora os Gulags, enfim, nada mais serão, na sua cabecinha, que um pormenor insignificante da História. Direitos Humanos na China? "Não conheço essa realidade". Reles, muito reles.

Ao pé desta menina, o Bruno Alves é uma menina

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Uma década em canções (3)



Björk - "New World" (2000)

Anúncios Geniais#6

Descubra as 100 diferenças.

Solução: as rugas.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Uma década em canções (2)



Sigur Rós - "Viorar Vel Til Loftarasa" (2000)

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Uma década em canções (1)

Uma breve nota prévia: bem sei que, em bom rigor, a nova década só se iniciará com os primeiros momentos de 2011, mas como em 2000 muitos de nós já se sentiam mentalmente num novo século e milénio, 2009 terá que ser, por uma errada coerência, o final da década. Este será um balanço dos meus 00. Siga.



Radiohead - "Idioteque" (2000)

domingo, 1 de Novembro de 2009

Se conduzir, beba, que a seguradora paga

(c) DN

Acidente com 2,16 g/l vale indemnização de seguradora

Se o facto de alguém conduzir com uma taxa de álcool no sangue tão elevada não pode ser só por si causal de um acidente, para quê incomodar os condutores com tantas Operações Stop, com multas tão pesadas, só porque se bebeu uns copos com os amigos antes de pegar no volante? Para quê, então, a lei considerar sob o efeito do álcool o condutor que apresenta uma taxa de álcool no sangue (TAS) superior a 0,50 g/l? Para quê, pergunto ainda eu, incorre o condutor na prática de um crime de condução de veículo em estado de embriaguez, se apresentar uma taxa de alcoolémia igual ou superior a 1,20 g/l?

Com esta decisão, não estaremos perante uma contradição insanável? Parece-me claramente que sim. Não faz sentido o legislador prever uma sanção contra-ordenacional e até criminal, e em termos cíveis não haver consequências.

Agir sob a influência do álcool não significa que se tenha que demonstrar que o condutor embriagado efectuou determinada manobra causal do acidente. Significa sim que o condutor que apresente TAS elevada estava a agir, objectivamente na condução em geral e não na manobra em particular, sob a influência do álcool. E por isso mesmo é punido pela nossa lei penal, mesmo que não tenha intervindo em nenhum acidente, como se sabe. Não será com decisões destas que se consegue um efeito realmente dissuasor de comportamentos de risco nas nossas estradas. É pena que o STJ não tenha pensado nisso.

Mas a cereja em cima do bolo é mesmo a pergunta colocada, a dada altura, pelos Conselheiros: "Numa estrada tão larga o que teria justificado que quer um, quer o outro, dos condutores intervenientes na colisão seguissem uma trajectória na via que não se coaduna com a circulação normal prevista no Código da Estrada, ou seja, circular o mais próximo possível das bermas ou passeios?"

Assim de repente, não estou a ver. Talvez uma formiga estar a atravessar a estrada naquele momento?

Gripe A e dois pequenos apontamentos de humor

Fidel Castro acusa Obama de introduzir gripe A em Cuba

Haja alguém que tenha a coragem de denunciar o que nunca ninguém tinha suspeitado. Quem diz coragem, diz, sei lá, senilidade.

Ricardo desmente estar com gripe A

Pois claro. O Labrecas tem é que ter cuidado com a gripe aviária.

Bracara Augusta, quanto mais alto se sobe, mais a queda custa

Mais tarde ou mais cedo teríamos que descer à Terra, não?

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Sou só eu...

...a pensar que a operação Face Oculta deveria antes chamar-se Careca Descoberta?

A primeira decisão decente de Chávez

Venezuela joga futebol de dia para poupar electricidade

E que também deveria ser aplicada por cá. Não só pela poupança, mas também pelo regresso das saudosas tardes domingueiras de futebol.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

M | F

(c) Lusa

Não, não vou falar do novo programa da SIC, porque é demasiado constrangedor ver a Bárbara Guimarães naquela figura.

Venho antes pegar num tópico antigo e comentar, à boa maneira deste blog, ou seja, fora de tempo, a inclusão de cinco mulheres no "novo" Governo da Pátria. Aparentemente, a minha homónima foi a única a transitar do Governo anterior (go Ana!) e a ela juntaram-se Dulce Pássaro (ou muito me engano ou isto vai dar para muita hora a gozar com o nome, mas isso sou eu que tenho um apelido Rato), Helena André, a escritora Isabel Alçada e a bela Gabriela Canavilhas.

É sempre um bom sinal, mesmo quando oficialmente Portugal está a agravar o nível de desigualdade entre mulheres e homens.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

'O Natal está a chegar'

É a resposta à pergunta: 'o que têm em comum os postes de iluminação já a ser colocados, os muitos anúncios de carros com promoções até ao fim do ano e a pseudo-polémica de José Saramago?'.

Dá sempre um presente engraçado e é uma maneira de nos pôr a falar sobre a Bíblia na noite de Natal.

(c) Diário de Notícias

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Anúncios geniais #5



Ao contrário dos outros anúncios desta série de posts, este é falado por mais pessoas do que apenas eu. Se forem ao Pingo Doce e não fizerem as vossas compras depressa, arriscam-se também a ouvir a musiquinha irritante no supermercado. Nessa altura, é entrar no espírito e fazer o gesto à arrumador.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

15 minutos de fama e 2 anos de esquecimento


O mundo louco em que vivemos tem destas coisas. No mesmo dia, duas histórias igualmente bizarras, mas que não podiam ser mais opostas.

Durante uma tarde, boa parte da América ficou suspensa a acompanhar o trajecto desgovernado de um estranho balão de ar quente nos céus do Colorado. Lá dentro, supostamente, estaria um rapazinho de seis anos, que nele entrara às escondidas do seu pai, construtor do dito balão. A angústia de quem estava de olhar preso aos ecrãs das televisões aumentava à medida que o tempo passava. Quando o balão aterrou num descampado sem sinais da criança, o mistério adensou-se e temeu-se o pior, ou seja, uma queda do menino para a morte. Algumas horas depois, o mistério resolve-se e respira-se de alívio: Falcon - assim se chama o rapazinho - tinha estado escondido num caixote da garagem da casa dos seus pais, durante todo aquele tempo. Aparentemente, tudo não passara de uma brincadeira de crianças.

Mas uma entrevista à CNN revelou, inesperadamente, que se terá tratado, isso sim, de uma brincadeira de... adultos. A dado momento, Falcon, num daqueles momentos de sinceridade próprios das crianças, que tanto têm de ingénuo como de inconveniente, revela que o pai lhe dissera "we did this for the show". A reacção visivelmente embaraçada dos pais não deixa grande margem para dúvidas...

É incrível até onde pode chegar a imaginação humana. Só para se poder ter direito a uns momentinhos de visibilidade, ser o centro das atenções, nem que seja por um efémero dia, nem que seja à custa de uma pobre criança. O deslumbramento da fama fácil. A América disfuncional no seu melhor.

Ora, na mesma altura, chegava-nos uma notícia chocante de Paris. José Gomes de Macedo, um emigrante português, era encontrado morto no seu apartamento... dois anos depois. Sim, dois anos, em que nem vizinhos, nem familiares, nem as autoridades francesas se mostraram preocupados ou interessados com a sua sorte. Esquecido, completamente. A mais pura das solidões numa cidade onde vivem milhões. Uma desumanização perturbante e comum a tantas outras cidades, onde cada vez mais cada um vive por si.

Relatos indicam que José era uma pessoa muito discreta, tendo-se isolado nos últimos anos da sua vida, afastando-se da família, inclusive. Nunca saberemos, mas, provavelmente, até teve a morte que desejava. Sentado no sofá, entregue apenas a si mesmo, o mais longe possível do mundo que estava para lá da porta da rua. Mas terá morrido sem saber que estava bem mais só do que alguma vez pudera imaginar.

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

A polemicazinha do dia



Anda aí muita gente indignada com este vídeo, que já tem uns bons dois anos. Exigem-se desculpas públicas por parte de Maitê Proença (que já as veio dar), criam-se petições online, a polémica chega aos principais noticiários portugueses.

Não me sinto ofendido ao vê-lo, sendo franco, nem acho que haja motivos para tanto barulho. É tão só um rol de parvoíces, com alguma ignorância histórica e geográfica pelo meio que, com boa vontade, até se perdoa, e pouco mais do que isso. Sendo certo que se trata de uma figura pública, famosa por cá há já vários anos, obviamente com os benefícios inerentes, e que por isso deveria ter tido a clarividência de prever que reacções negativas surgiriam, o querer transformar estes minutos de humor discutível em algo parecido a um incidente diplomático é exagerado e descabido. É a chamada não-notícia.

Ainda assim, deste episódio aparentemente inócuo, pode-se tirar uma conclusão, afinal: o complexo da relação metrópole com ex-colónia mantém-se, mesmo passados quase duzentos anos. Esta foi só mais uma manifestação.

Passo a Passos...

Pedro Passos Coelho é uma incógnita. Nunca ocupou um cargo público de relevo, nunca esteve num governo e muita gente só se lembra dele como o antigo presidente da JSD. Mas será isso necessariamente negativo?

A entrevista que esta noite deu à sempre titubeante Constança Cunha e Sá, na TVI, terá passado ao lado de muita gente, mas revelou, definitivamente, que merece o benefício da dúvida. Seguro nas respostas, convicto nas ideias. Mostrou grande lucidez e até coragem ao afirmar, por exemplo, que o Ambiente e a Cultura estão arredados da discussão de ideias dentro do PSD. Que outro líder ou candidato a líder do PSD se lembraria de evocar estes dois temas, aparentemente tão pouco populares (bem mais a Cultura, é certo), para mais em tempos de crise, numa entrevista em que anuncia a sua intenção de presidir ao maior partido da oposição? Um óptimo sinal.

De assinalar ainda a franqueza com que comentou o caso das escutas de Belém - como tantos de nós, também não percebeu o que aconteceu -, admitindo que a imagem de Cavaco Silva saiu prejudicada, o revelar da sua discordância com o PR no veto à Lei do Divórcio, mostrando assim ter uma visão menos conservadora da sociedade (em clara oposição a Manuela Ferreira Leite) e, finalmente, a forma convincente como respondeu ao ser confrontado com declarações suas acerca de uma possível privatização da Caixa Geral de Depósitos, com o mérito acrescido de ter levantado a questão bem pertinente da instrumentalização política do maior banco português.

Será Passos Coelho o coveiro do Cavaquismo?

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Tudo na mesma

Ou talvez não. Ontem não houve grandes surpresas, não caiu nenhuma bomba, é certo. Mas com o resultado das Autárquicas estão abertas as portas para uma nova liderança no PSD. Aguardemos, atentamente, as cenas do próximos capítulos.

domingo, 11 de Outubro de 2009

Anúncios geniais #4


(não encontrei anúncio a passar em Portugal, mas é igual a este do Reino Unido)


É uma coisa pessoal, mas a música da Pink??! Para um Volkswagen?!